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Professor de Filosofia
 


Mudança

Caro professor, este espaço mudou de endereço para
http://professordefilo.blogspot.com/.

Interaja por lá.

Abraço da redação.



Escrito por Ciência & Vida às 19h04
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Julgamento de Sócrates

Por Márcio Alexandre da Silva
(Márcio Alexandre da Silva é formado em
Filosofia e educador da rede pública de ensino do Estado de São Paulo
)

O professor de filosofia chegando à escola da pequena cidade do interior paulista propõe uma simulação do julgamento do grande pensador grego, Sócrates. Montaram o cenário, com juiz, acusadores, defesa e é claro o réu. E fizeram um roteiro da pequena peça. Com autorização do educador, iniciaram a encenação.

 

O interprete de Sócrates recusa o seu direito de defesa, pois se defender é se auto acusar. Sem perder tempo, a acusação começa: - Esse homem, na vossa frente, não crê nos nossos deuses locais venerados. Como pode, abandoná-lo e interessar-se pela problemática humana. Ele tira o poder dos deuses, e, coloca-o na sabedoria humana. Ah! Pergunte para ele? Qual a essência do homem? Dirá que é a alma humana, e não nossos deuses. Quero que prestem muita atenção no que direi e encerro a minha fala, esse tal de Sócrates, chegou a afirmar que a alma humana é a maior riqueza que os mortais tamanha a sua petulância! Como se isso fosse suficiente, ainda corrompe nossos jovens a segui-lo.


O juiz ouve atentamente as acusações. E pergunta: - Sócrates você quer se defender?

Ele apenas acena com a cabeça negativamente.


O juiz pede um tempo, para analisar o processo, após longa espera, o juiz volta e diz: - Vocês acusam esse homem, porque ele afirma que o maior bem humano não é o corpo, mas sim a psyche, ou seja, a alma, a inteligência. A alma nos ordena com a célebre frase socrática “Conhece a ti mesmo”. Esse homem além de extremamente virtuoso, propõe nada mais que autodomínio da racionalidade, sugerindo uma liberdade interior que controle os instintos e desejos. Ele afirma que a felicidade não vem das coisas exteriores, e não mesmo, mas sim do intimo alma humana. Vocês querem condenar um homem que propõe a paz, pois a única arma existente para ele é a razão persuasiva. Sabe por que Sócrates não acredita nos nossos deuses? Pois para esse sábio há um Deus Inteligente e Ordenador, por isso ele não venera nossos deuses.

Nisso a assembléia se revolta. Uma pequena confusão se forma. Mas o juiz pacificou dizendo que anunciaria a sua decisão. Após pedir ordem disse: - Eu em nome da lei que me foi confiada eu te absolvo. A confusão tornou-se a complicar e acabaram por lincharem Sócrates.


E o apresentador da simulação encerra com voz forte e pausadamente. - Mas uma vez a democracia, vontade da maioria condena Sócrates.


O professor finaliza a aula dessa forma: - Essa história é inverídica, usada apenas para aludir como ainda hoje condenamos sábios, com base nos nossos princípios religiosos, morais ideológicos e políticos.



Escrito por Ciência & Vida às 19h18
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Gilles Delleuze e a educação

Por Márcio Alexandre da Silva
(Márcio Alexandre da Silva é formado em
Filosofia e educador da rede pública de ensino do Estado de São Paulo
)

Nascimento:

Por alguns ele é considerado um do mais importante pensador da filosofia do século XX, esse fenômeno do pensamento chama-se Gilles Deleuze, nasceu na capital da França em 18 de janeiro de 1925.

Vida acadêmica:

Tendo uma trajetória acadêmica invejável, o francês cursou filosofia na Sorbone em Paris entre os anos de 1944 e 1948. Ao término do curso de filosofia, Deleuze se aplica a conhecer e aprofundar a História da Filosofia. Com isso fundamentava que o bom pensador filosófico é aquele ou aquela que cria novos conceitos, sejam eles filosóficos ou não filosófico.

Triste fim, ou causalidade?

Muitos (amigos e amigas) afirmam que devido o seu estado de saúde debilitado, por conta dos sofrimentos proporcionado pela doença cancerígena, Deleuze cairá da janela do quarto onde se encontrava no dia 4 de novembro de 1995, descartando assim a hipótese de suicídio. Deixando para este momento o conselho “São os organismos que morrem, não a vida”.

Deleuze e a educação:

Ele lecionou para universitários, mas a maior parte de sua vida acadêmica foi marcada pelas aulas dadas no ensino médio, no qual afirmava adorar. Dizia que preparava as aulas da faculdade com o mesmo afinco e dedicação com que preparava as aulas para os alunos do ensino médio.

Servindo de motivação para nós educadores do ensino médio na atualidade.

 

Inspiração:

 No texto Abecedário de Gilles Deleuze * [1] encontramos a afirmação de que o bom pensador é aquele que elabora, cria novos conceitos filosóficos ou não filosóficos, o próprio Deleuze cria um conceito novo que o intitula de inspiração na educação. O dicionário escolar francês moderno **[2] define a palavra francesa inspiration como inspiração ou iluminação, instigação, entusiasmo, são algumas características para definir a função educacional desse termo. Segundo ele para que o bom professor possa e deva ministrar, conduzir, coordenar uma boa aula, ele deve estar demasiadamente inspirado, iluminado e entusiasmado para tão grandioso oficio.

Mas às vezes o professor está inspirado e preparado e o aluno não esta muito a fim. É como o artista a cantar para pessoas que não gostam daquele gênero artístico. Essa situação é comum nas salas de aulas brasileiras não podemos desprezá-las, mas se nós não estivermos externamente preparados o interesse tornará ainda menor. Na educação às vezes nos falta otimismo. Se hoje fiz uma atividade bem preparada que envolveu cinco alunos de uma classe de quarenta, é pouco? Sem dúvida que é! Mas amanhã se eu vier preparado posso conquistar mais um, dois, três ou até mais, e com o tempo incluiremos o máximo de aluno possível.

E como alcançar esse ponto máximo que ele intitula inspiração? Como algo quase extra-humano, mas possível.

 Como conquistar a inspiração:

Obviamente que para Deleuze inspirar não é necessariamente sentar e esperar a inspiração como os poetas ou os compositores, essa iluminação pode ajudar, mas isso somado a longas e boas horas de preparação. A inspiração nada mais é do que o fruto da preparação, segundo o filósofo.  É sentar preparar, ler, reler, refletir, meditar, levantar hipótese, apresentar soluções, enfim estar preparado para dialogar com seus educandos. Aqui entra outra problemática considerável. Como conseguir dialogar em uma sala com uma predominância de adolescente que falam de tudo, com quem fulano ficou, com quem ficará no final de semana, enfim os alunos querem dialogar com todos da sala, ao mesmo tempo, menos como professor, procuram e desejam falar de tudo, menos da disciplina. Nessa situação o que fazer?  Essas são repostas que não encontraremos em teorias, mas sim na prática e na compreensão psicológica e existencial de cada aluno, mas isso será tema de um próximo texto.

Erros da inspiração:

Uma tendência comum dos educadores sobre a inspiração é o de pensar que com o passar dos anos como educadores podemos nos preparar menos, para rendermos ainda mais. O processo é inverso, por que cada vez que me preparo mais e melhor a inspiração torna-se menor, a princípio parece algo ilógico, mas o raciocínio é o seguinte, você precisa tanto da preparação que se ela for mínima você não dará conta de apresentá-la a seu educando, ou expor com clareza as suas idéias.  

Aula visto como ensaio.

Deleuze via a preparação da aula como um ensaio, um laboratório. E para que a peça (aula), não houvesse contratempo, teria que haver muito ensaio, ou seja, profunda e fecunda preparação. 

Ele dizia que o ponto comum para tonarmos nossas aulas atrativas, é considerar interessante o assunto que estamos tratando, pois se o orador não acha interessante o que ele próprio esta dizendo, isso tornara a sua emissão vazia e sem sentido. Como dizia em outras palavras Padre Antônio Vieira “O sermão não é bem aceito porque o pregador não tem convicção no que esta proferindo”.

É falar com entusiasmos, sentir a aula como algo especial. É preciso estar impregnado do assunto e amá-lo. É necessário ensaiar a aula na sua cabeça, segundo Deleuze.

 

Conclusão: A grande peça.

Bom! Tudo esta preparado para a grande peça, a apresentação final, ou seja, a aula. Normalmente quando a peça não é boa ouve-se barulho, gente conversando, andando e atrapalhando o desenvolvimento da mesma. Mas quando o espetáculo é bom, à maioria se concentra, presta o máximo de atenção. Também não tomemos esse exemplo (peça) insinuando que o público (aluno) não deva participar do roteiro central, ao contrário o público nessa apresentação é totalmente interativo, real, presente e que cobrará de você professor a melhor atuação. Essa realidade não é utópica, pois sei das dificuldades do cotidiano, mas tenho ciência o quanto fazemos para melhorar o futuro da nação. Penso dessa forma por acreditar na educação.

 Alguns concordarão como minhas idéias outros não. Para os que concordam, afirmo que a discordância também é uma via para o diálogo, faça uso desse diálogo.



[1] * Texto traduzido encontrado no site: http://www.oestrangeiro.net

 

[2] ** Dicionário Moderno francês-portugês Michaelis.



Escrito por Ciência & Vida às 20h08
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Canal de divulgação

Da Redação
(Além das colaborações  especializadas, este blog  trará
links e artigos (comentados ou não), selecionados por leitores
e/ou colaboradores da revista Filosofia.
Envie suas sugestões para 
cienciaevida@escala.com.br)

Há uma revista eletrônica , a Crítica, que acaba por ser um intercâmbio entre as academias internacionais e a brasileira e é uma publicação dedicada à divulgação, ensino e investigação filosófica. Como informam os idealizadores do espaço: “Publicam-se artigos de filosofia úteis [traduções, trechos ou íntegras exclusivas]  para estudantes, professores e investigadores, assim como críticas a livros de Filosofia. Publicam-se ainda críticas a outros livros (sobretudo ensaios), entrevistas e críticas musicais”.

O site caracteriza-se pelo fácil relacionamento entre temas filosóficos e do cotidiano, sem perder de vista o rigor teórico, constituindo, assim, importante ferramenta de inspiração do professor no pensar diário sobre assuntos capazes de prender o jovem à discussão em sala de aula. Entre os artigos mais acessados estão textos sobre aborto, ética e pena de morte, tópicos tão polêmicos quanto instigantes ao debate.

Eis aqui duas amostras:

Argumentos sobre o aborto
Ética e relativismo cultural

 



Escrito por Ciência & Vida às 18h25
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Ensino de Filosofia: diversidade e diálogo

Por Profº Sérgio Adas. Texto redigido em 29/05/08.
(Sérgio Adas é bacharel e licenciado em Filosofia
pela Universidade de São Paulo (FFLCH)
e Doutor em Geografia Humana pela mesma universidade.
Professor universitário e do ensino médio
. E-mail: sergio.adas@uol.com.br)


 

Como sabemos o Ensino de Filosofia é permeado por diferentes práticas e metodologias. Multifacetado, quando conversamos com nossos colegas ou descemos ao terreno da sala de aula verificamos a adoção de dinâmicas e estratégias de ensino díspares, geralmente afins com as convicções pessoais ou provindas da formação de cada um no trato com os textos e autores filosóficos. Como em muitas outras questões, parece-nos que esta diversidade é salutar, convidando-nos, ademais, a implementar “espaços” ou meios de diálogo cujo propósito seja o de contribuir para o fortalecimento das condições coletivas que buscam alicerçar um tratamento específico e contextualizado dos conhecimentos filosóficos no Ensino Médio.

Em outras palavras, apesar da heterogeneidade reinar quando os assuntos são o “como” e “o quê” ensinar, tudo indica que podemos fazer dela nossa força, desde que interessados em potencializar um diálogo assíduo acerca de experiências, ideários e práticas de ensino em curso nas escolas. Esse esforço será muito bem-vindo caso implique um comprometimento em transpor propostas bem fundamentadas teoricamente para o cotidiano das salas de aula, onde atuamos ombreados com uma série de dificuldades. Em que pese a produção intelectual variada, estimulante e vigorosa sobre o ensino de Filosofia oriunda das universidades e frente a qual não podemos nos furtar, somos muitos os interessados em conhecer registros de práticas cotidianas de educadores dedicados, que possam solidarizar esforços com vistas a instaurar ou solidificar o trâmite, nunca passível de conclusão, de um diálogo aberto entre os que ensinam. Isso, quiçá, poderá permitir-nos menear outro complementar com os alunos, acercando-nos de uma delimitação mínima do que vem a ser a especificidade do trabalho com a(s) Filosofia(s) no Ensino Médio, objetivo maior que todos perseguimos.

  



Escrito por Ciência & Vida às 16h41
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Este espaço está reservado para a troca de experiências entre professores de Filosofia, sobretudo do ensino médio. Aguarde o primeiro convidado. Caso queira participar/ interagir entre em contato pelo e-mail filosofia@escala.com.br ou use o espaço para comentários. Compartilhe suas conquistas e dificuldades como mestre desta encantadora disciplina.

A Redação.

 

 

 

 



Escrito por Ciência & Vida às 16h12
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